Especialização em Metodologia e Docência do Ensino Superior, Licenciado em Pedagogia, Consultor Pedagógico Independente em Educação Integral em jornada escolar ampliada na perspectiva da Formação Humana e Integral, Poeta, Escritor, Ator amador na Cia de Teatro Cena Um; Co-Fundador e Produtor Cultural do Coletivo Água da Fonte.
PEÇA: JOÃO E YOLA, ENTENDENDO AS PALAVRAS! TEXTO DE ANA GLEIDE FREITAS E CLÁUDIO AGUIAR, BASEADO NO LIVRO MARCELO, MARMELO, MARTELO DE RUTE ROCHA. ATORES: ANA GLEIDE FREITAS E CLÁUDIO AGUIAR. CONTATOS PELO BLOG OU PELO EMAIL: CAUAGUIARGADITA@HOTMAIL.COM.
Afro-brasileiro (Cláudio Aguiar) Negro beleza, beleza negra. Cabelo de crioulo, coração de menino, negro belo, belo negro. Simpatia no sangue, beleza na alma, beleza que já vem do ventre, do ventre da mãe África misturado com o sangue do pai brasileiro. Sou negro, sou guerreiro, não vim, nem fui e não vou navegar por aí nesse navio negreiro. Sou preto estudado, não sou marginal e nem quero ser marginalizado. Sou como uma águia ó negra que voa para o alto. Sou preto, sou crioulo, não estou a venda por nenhum tesouro. Sou livre e ando em busca da liberdade! Sou igual, mas ainda não sou visto com igualdade! Ontem fui menino, hoje sou um moço, amanhã serei homem, mas não quero ser jogado no fundo do poço! Anos se passaram, devegar as coisas começaram a caminhar, não sei se novamente com Isabel irei me encontrar, mas se surgir a oportunidade não deixarei escapar, entregarei a minha alforria pra ela novamente assinar! E exigirei que em cada artigo e parágrafo a minha liberdade deve constar! Descupe-me meu irmão, não posso me calar! Que liberdade é essa que nos impede de conquistar o nosso lugar? Negro beleza, beleza negra. Cabelo de criolo, sou negro belo, sou mais caro do que ouro. Simpatia no sangue, beleza na alma beleza que já vem do ventre, do ventre da mãe África misturado com o DNA de um pai brasileiro. Desculpe-me! Não mostrei minha identidade, sou Joâo, sou José, sou Cláudio, sou Antônio. Sou mais um afro-brasileiro em buca da conquista do seu próprio sonho.
"Fracos? São aqueles, que não tem a capacidade de reconhecer os seus erros, e ao cair não sabem buscar forças em Deus para poder continuar a caminhada".
17 de dezembro de 2009
Desabafo Negro!
Chega! Basta!
Cansei de viver submisso a suas correntes, á suas chicotadas!
Eu quero gritar!
Eu quero também chorar!
Gritar e chorar pela a alegria de viver
Viver com liberdade!
Viver com liberdade
E com a certeza de que não sou mais um:
Mais um rejeitado;
Mais rotulado;
Mais um alvo de sua triste ideologia racista
De que negro não é gente
Que nascemos para ser escravo
Escravo da sua falta de consciência
Consciência de um insensato!
Cansei! Cansei de ser julgado!
Se estou certo ou errado
Se estou bem vestido ou mal arrumado
Até do meu cabelo você tem falado!
Quando está crespo ou enrolado
E mesmo quando eu o aliso continuo discriminado!
Duro! É ter que engolir este sapo!
Ruim! Com certeza foi a história dos meus antepassados!
Hei! Nem tente me impedir
Por muito tempo me calei
Dessa vez não vou deixar você me sucumbir
Não quero só a liberdade, quero também a igualdade!
A igualdade na liberdade!
Devolva a minha dignidade! Eu não pertenço a marginalidade,
Sou apenas mais um cidadão, lutando pelo o seu espaço
Por favor! Diga-me quem é esse? Quem é esse que ontem era um estranho e que hoje é tão essencial na minha vida? Quem é esse que chegou no silêncio da noite e no agito de uma nova manhã, chegou fazendo um grande reboliço no meu coração? Que me dar o prazer de chamá-lo também de irmão? Quem é esse? Onde encontrar? A quem buscar? A quem perguntar e onde poderei achar? Quem é esse? Mergulho no lago fundo da minha mente, tentando encontrar, nas mais distantes lembranças, lembranças que irão me revelar, respostas a essas indagações que não param de me interrogar, que me obrigam a pensar, a lembrar, a não esquecer quem é você, quem é esse que me faz sentir uma imensa saudade quando perto não está. Hei! Você! É você mesmo! Mim diga quem é esse? Quem o tem? E os que não têm, onde poderão encontrar? Mergulhei no lago fundo da minha mente no meio das lembranças eu pude encontrar, a resposta que procurava nesse mesmo instante começaram a me revelar, quem é esse que está sempre a me acompanhar. E entre as lembranças eu pude observar: tem um, que me acompanha desde a infância, outro, que me acompanha desde quando deixei de ser criança, outro que passou tão rápido que ficou somente na lembrança. Pude ver os que comigo choraram, sorriram, se alegraram, se entristeceram, também pude ver os que ganhei e os que perdi, os que desprezei e os que me desprezaram, os que eu não conquistei e os que não me conquistaram. Teve um instante em que me calei, chorei! Não acreditei! Que de olhos fechados por alguns eu passei. Mais havia os que comigo o tempo todo estavam, mais no momento em que eu mais precisei quase todos me abandonaram, mais esses não são verdadeiros, os verdadeiros sempre estão ao nosso lado, quando tudo parece perdido, quando tudo parece acabado. Hei! Preste atenção! Olhe para o lado, para toda dimensão. Quem é esse que está sempre ao seu lado, em qualquer situação. Eu sei! Hoje, eu bem sei! Quem é esse ou quem são esses, onde o acharão, mergulhe no lago fundo da sua mente, abra os olhos e aprenda a ouvir essa suave voz que vem do seu coração.
Olá! Posso me apresentar? Meu nome é Brasil, Sobrenome, de Quem Será. Meu ritmo é bamba, sou uma terra santa, meu DNA é essa gente bonita, de uma simples grandeza que nos encanta. Zoom! Zoom! Zoom! Chuá! Chuá! Nem sempre as batidas da minha vida são feitas para dançar. Menino homem, menina mulher, Crianças na escola ou na rua vendendo balas e picolé. Respeito, educação, meus filhos já não tem mais não, Hoje, o seu brinquedo preferido tem sido uma arma na mão. Menino homem, menina mulher, Brasil! De quem será? Quem ele é? Lá vou eu caminhar, no meio da estrada olha só quem está! Bom dia, Senhor Morto, por favor, não venha me indagar! Só quero a minha caminhada poder continuar. Tudo bem! Pode passar! Não estou aqui para lhe atrapalhar, Só não esqueça meu filho! Que a minha vida foi ceifada, Quando eu estava indo trabalhar. Brasil! Brasil! Quem é que está a me chamar? Sou eu, a paz, só quero saber quando juntos vamos estar, Pois essa dor que lhe sufoca, só o meu amor pode arrancar. Menino homem, menina mulher, Brasil! País de todos? Finalmente, de quem será? Quem ele é?
Brasil de quem será Autor: Cláudio Aguiar Criada em: 22 de julho de 2008.